Não podia deixar passar impune a minha contribuição passiva e activa nas Festas Nicolinas que finalizaram no passado domingo.
Pinheiro
O cheiro pairava no ar desde o momento que sai de casa até chegar á cidade. Um cheiro que nem sei se é cheiro, é algo inexplicável que não consigo transmitir com palavras. É um aroma que é a fusão do frio, do calor, da amizade…talvez. Entre os arrufes do toque e esse cheiro encontrei-me com aqueles que tinha que encontrar e queriam ser encontrados na Oliveira, como manda a tradição.
Seguiu-se o jantar do Pinheiro que foi lindo e que teve as suas particularidades como sempre teve e terá: as caixas todas no cantinho a repousarem, os nossos brindes, pedinchar a comida e a bebida, abraçar a caneca da receita, o habitual arremesso de pão, os brindes com as pessoas das salas alheias, gritando Vitória Até Morrer, as pinturas rupestres na casa de banho, a preparação para o Cortejo. Até á Piedade.
Cada um fez o seu próprio cortejo, eu fiz o meu com a Paulinha. Bebemos, dançamos, tocámos, parámos para falar sem falar, numa espécie de transe que acabou com o enterro do pinheiro. Era hora de reflectir sobre o ano que passou e o que virá, uma introspecção para rejuvenescer a alma e o corpo.
Na Piedade fez-se a festa do final ou do começo, já nem sei bem., o importante é que se fez.
Viva o Pinheiro!
Roubalheiras
As roubalheiras são sempre em dia incógnito. Uma noite na qual os nicolinos “roubam” mesas, tapetes, vasos, enfim, tudo o que lhes der na real gana e que apanhem pelo caminho. Com esses objectos fazem uma espécie de exposição no jardim do Toural até amanhecer, até os verdadeiros donos repararem que for “roubados” e irem buscar aquilo que lhes pertencem.
Só uma vez é que vi essa grande exposição, que incluía balizas de futebol. Mas este ano vi, por mero acaso, a tentarem “roubar” alguma coisa. Fiz de conta que não vi.
O cheiro pairava no ar desde o momento que sai de casa até chegar á cidade. Um cheiro que nem sei se é cheiro, é algo inexplicável que não consigo transmitir com palavras. É um aroma que é a fusão do frio, do calor, da amizade…talvez. Entre os arrufes do toque e esse cheiro encontrei-me com aqueles que tinha que encontrar e queriam ser encontrados na Oliveira, como manda a tradição.
Seguiu-se o jantar do Pinheiro que foi lindo e que teve as suas particularidades como sempre teve e terá: as caixas todas no cantinho a repousarem, os nossos brindes, pedinchar a comida e a bebida, abraçar a caneca da receita, o habitual arremesso de pão, os brindes com as pessoas das salas alheias, gritando Vitória Até Morrer, as pinturas rupestres na casa de banho, a preparação para o Cortejo. Até á Piedade.
Cada um fez o seu próprio cortejo, eu fiz o meu com a Paulinha. Bebemos, dançamos, tocámos, parámos para falar sem falar, numa espécie de transe que acabou com o enterro do pinheiro. Era hora de reflectir sobre o ano que passou e o que virá, uma introspecção para rejuvenescer a alma e o corpo.
Na Piedade fez-se a festa do final ou do começo, já nem sei bem., o importante é que se fez.
Viva o Pinheiro!
Roubalheiras
As roubalheiras são sempre em dia incógnito. Uma noite na qual os nicolinos “roubam” mesas, tapetes, vasos, enfim, tudo o que lhes der na real gana e que apanhem pelo caminho. Com esses objectos fazem uma espécie de exposição no jardim do Toural até amanhecer, até os verdadeiros donos repararem que for “roubados” e irem buscar aquilo que lhes pertencem.
Só uma vez é que vi essa grande exposição, que incluía balizas de futebol. Mas este ano vi, por mero acaso, a tentarem “roubar” alguma coisa. Fiz de conta que não vi.
Afinal, são apenas as roubalheiras!
Posses
Apesar da chuva, muitos se juntaram para assistir ás Posses. Em tempo de crise, como o Povinho diz, ainda existem almas caridosas que, depois do devido discurso, ofereceram as cestinhas recheadas com aquilo que podiam. A famosa senhora da Rua Nova, que punha as notas penduradas na cesta, não veio á varanda. Gostava dela.
Por fim, o povinho e os nicolinos, velhos e novos, juntaram-se por baixo das arcadas e houve o habitual convívio, comendo castanhas e bebendo o vinho.
E venha as Posses!
E venha as Posses!
Posses
Apesar da chuva, muitos se juntaram para assistir ás Posses. Em tempo de crise, como o Povinho diz, ainda existem almas caridosas que, depois do devido discurso, ofereceram as cestinhas recheadas com aquilo que podiam. A famosa senhora da Rua Nova, que punha as notas penduradas na cesta, não veio á varanda. Gostava dela.
Por fim, o povinho e os nicolinos, velhos e novos, juntaram-se por baixo das arcadas e houve o habitual convívio, comendo castanhas e bebendo o vinho.
E venha as Posses!
E venha as Posses!
Pregão
Única consideração: o pregão teve uma boa afluência este ano, muita gente a tocar e muita gente a ouvir. Gostei de ver, vimaranenses.
Um excerto do Pregão:
Guimarães é uma bela cidade
Esquecida por quem não vive nela.
Mas cada vimaranense sabe
A historia de cada viela.
Essas grandes muralhas erguidas
Esses frondosos muros do passado
São memória de antigas vidas
Do Mouro que de cá foi escorraçado.
Amigos: Este Pregão é cultura
Muito me custou pô-lo a rimar
Lembrem-se que nossa Festa perdura
Muito além do Pinheiro elevar.
Esse Pinheiro que lá está erguido
Ao som do bombo, caixas a rufar
É nosso! Mas só faz algum sentido
Se o resto soubermos aproveitar.
Amanha são mais umas Maçãzinhas
Preparem-se meninas. Que aflição!
Monto os carros de bois e carrinhas
P´ra vir cá oferecer meu coração.
É grande o amor do estudante
Mas rapidamente ele se esvai
Se na varanda não te vejo brilhante
Ao Baile outra comigo vai.
Única consideração: o pregão teve uma boa afluência este ano, muita gente a tocar e muita gente a ouvir. Gostei de ver, vimaranenses.
Um excerto do Pregão:
Guimarães é uma bela cidade
Esquecida por quem não vive nela.
Mas cada vimaranense sabe
A historia de cada viela.
Essas grandes muralhas erguidas
Esses frondosos muros do passado
São memória de antigas vidas
Do Mouro que de cá foi escorraçado.
Amigos: Este Pregão é cultura
Muito me custou pô-lo a rimar
Lembrem-se que nossa Festa perdura
Muito além do Pinheiro elevar.
Esse Pinheiro que lá está erguido
Ao som do bombo, caixas a rufar
É nosso! Mas só faz algum sentido
Se o resto soubermos aproveitar.
Amanha são mais umas Maçãzinhas
Preparem-se meninas. Que aflição!
Monto os carros de bois e carrinhas
P´ra vir cá oferecer meu coração.
É grande o amor do estudante
Mas rapidamente ele se esvai
Se na varanda não te vejo brilhante
Ao Baile outra comigo vai.
E assim foi. Os meninos lá apareceram com as suas lanças com uma maça na ponta, a oferecerem o seu coração ás lindas donzelas que esperavam nas varandas. Chovia e muito, mas os cavalheiros não arredaram pé. Lindos meninos nicolinos.
Danças Nicolinas
Bem, pela primeira vez consegui ir ver as Danças de S.Nicolau que se realizaram no Centro Cultural Vila Flor. As Danças são basicamente algumas peças de teatro ou dança, digamos assim, de sátira popular, em que se critica alguns podres da sociedade e não só, com comédia, interpretadas por antigos nicolinos. A abertura é feita com o Hino da Cidade de Guimarães em que todos os intervenientes, incluindo o público, se levantam e o cantam. O encerramento é feito com o Hino de S. Nicolau dos Estudantes. No meio dos dois momentos musicais ficou o dito teatro que se intitulou: Concurso para a Capital Europeia da Cultura.
Simplesmente adorei!
Bem, pela primeira vez consegui ir ver as Danças de S.Nicolau que se realizaram no Centro Cultural Vila Flor. As Danças são basicamente algumas peças de teatro ou dança, digamos assim, de sátira popular, em que se critica alguns podres da sociedade e não só, com comédia, interpretadas por antigos nicolinos. A abertura é feita com o Hino da Cidade de Guimarães em que todos os intervenientes, incluindo o público, se levantam e o cantam. O encerramento é feito com o Hino de S. Nicolau dos Estudantes. No meio dos dois momentos musicais ficou o dito teatro que se intitulou: Concurso para a Capital Europeia da Cultura.
Simplesmente adorei!
Para o ano há mais. hihihi
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