segunda-feira, 8 de junho de 2009

O principezinho.

Lembrei-me agora do " Principezinho" de Saint- Exupéry, a história de um principezinho, um rapaz normal, que vivia num asteróide e limpava os vulcões em actividade, até que um dia... caiu lá uma semente, nasceu uma rosa, que era tão bela que parecia única no Universo. O Principezinho fartou-se de cuidar da flor e foi embora. Passou por outros asteróides e visitou um rei que o Principezinho não sabia sobre quem reinava, visto que era o único naquele asteróide. Visitou um bêbado, um senhor de negócios e um geógrafo, que lhe disse que a Terra era um bom sítio , e também um senhor que trabalhava com um candeeiro.

Então o Principezinho foi para a Terra e lá conheceu uma raposa, viu rosas iguais à sua rosa, da qual já tinha saudades. Também conheceu uma cobra. Todos aqueles momentos fizeram o Principezinho pensar na sua flor. Quando o Principezinho fazia uma pergunta não desistia até lhe responderem. O Principezinho encontrou um senhor que desistiu em pequeno de desenhar, porque só desenhava jibóias abertas e jibóias fechadas. Conheceram-se e o Principezinho, um dia, numa paisagem desapareceu.

A parte que ele encontra a raposa é muito interessante. Andava o principezinho na Terra a pensar que a rosa que tinha, afinal não era única, mas sim, vulgar, quando encontrou-se com a raposa. Pediu à raposa pra brincar com ele, pois tava muito triste. e a raposa disse que não porque ninguém a tinha cativado. O que é cativar?

"... Quer dizer que se está ligado a alguém, que se criaram laços com alguém.
Laços?
Sim, laços - disse a raposa. - ...
Eu não tenho necessidade de ti. E tu não tens necessidade de mim. Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás para mim único no mundo e eu serei para ti, única no mundo...
(raposa) Tenho uma vida terrivelmente monótona...
Mas se tu me cativares, a minha vida fica cheia se Sol.
Estás a ver, ali adiante, aqueles campos de trigo? ... não me fazem lembrar de nada. É uma triste coisa! Mas os teus cabelos são da cor do ouro. Então quando eu estiver cativada por ti, vai ser maravilhoso! Como o trigo é dourado, há-de fazer-me lembrar de ti...
- Só conhecemos as coisas que cativamos - disse a raposa. - Os homens, agora já não tem tempo para conhecer nada. Compram as coisas feitas nos vendedores. Mas como não há vendedores de amigos, os homens já não tem amigos. Se queres um amigo, cativa-me!
E o que é preciso fazer? - Perguntou o princepezinho.
- É preciso ter muita paciência. Primeiro, sentas-te um bocadinho afastado de mim, assim em cima da relva. Eu olho para ti pelo canto do olho e tu não dizes nada . A linguagem é uma fonte de mal-entendidos. Mas todos os dias te podes sentar mais perto...
Se vieres sempre ás quatro horas, ás três já eu começo a ser feliz...
Foi assim que o princepesinho cativou a raposa. E quando chegou a hora da despedida:
- Ai! - exclamou a raposa - Ai que me vou pôr a chorar...
... Então não ganhaste nada com isso!
- Ai isso é que ganhei! - disse a raposa. - Por causa da cor do trigo...
Depois acrescentou:
- Anda vai ver outra vez as rosas. Vais perceber que a tua é única no mundo.
O princepesinho lá foi... - vocês não são nada disse-lhes ele. - Não há ninguém preso a vocês... - não se pode morrer por vocês...
... A minha rosa sozinha. vale mais do que vocês todas juntar, porque foi a ela que eu reguei, que eu abriguei... Porque foi a ela que eu ouvi queixar-se, gabar-se e até, ás vezes calar-se. Porque ela é a minha rosa.
E então voltou para ao pé da raposa e disse:
- Adeus...
- Adeus - disse a raposa. - vou-te contar o tal segredo. É muito simples:
Só se vê bem com o coração. O essencial é invisível para os olhos...
Foi o tempo que tu perdes-te com a tua rosa que tornou a tua rosa tão importante.
- Os homens já se esqueceram desta verdade - disse a raposa. Mas tu não te deves esquecer dela.
Ficas responsável para todo o sempre por aquilo que está preso a ti. Tu és responsável pela tua rosa..."

É muito simples: Só se vê bem com o coração. O essencial é invisível para os olhos.
Devemos olhar para os outros e para as coisas com o coração e não julgar os outros pelo aspecto.
O livro diz-nos que fazemos as coisas sem pensar. Temos saudades daquilo que amamos, só damos a devida importância quando temos a saudade. Ás vezes não damos ouvidos a quem gosta de nós e que devemos ouvir, porque em tudo que ouvimo, aprendemos.
É muito gira a parte do cativar, porque eu torno-me parte de ti e tu de mim. Criamos laços de necessidades e sentimentos únicos.
Este livro deve ser, também, uma "biblia" da nossa vida. As lições estão todas lá.


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