sábado, 28 de novembro de 2009

Programa das Festas Nicolinas 09 - I

PINHEIRO
29 de Novembro, Noite

Este é, sem dúvida, um dos mais importantes números. Em primeiro lugar porque é quando as camadas jovens oferecem às estatísticas números suficientemente grandes para se poder afirmar, injustamente claro, que os jovens portugueses consomem muito álcool ( a justificação poder-se-á dever a uma falta de nocção do que é, na realidade, muito).
Em segundo lugar é nesta noite, equiparável, no domínio da ansiedade e euforia, a uma qualquer e repetitiva noite de Consoada, que se inauguram estas celebrações ao santo padroeiro dos estudantes.
É nesta noite que se ergue aquele que é o símbolo inquestionável da masculinidade, numas festas que, para além da parte séria e religiosa de serem dedicadas a S. Nicolau, são dedicadas às meninas de tod´á Cidade Berço. Assim por volta das tantas horas, ( a confirmar no dia, no local , e na hora exacta) ergue-se imponente, com a força braçal da Comissão e a força mecânica da retroescavadora, um magnífico exemplar de pinus pinaster, símbolo máximo e primeiro do trabalho e esforço da Comissão.
Esta é, também, a noite de elogio e homenagem à Família. É nela que se juntam, mais uma vez à imagem do Natal, várias gerações para em conjunto, percorrerem ruas e praças da cidade, desde o aprazível lugar do Cano, que já viu partir desde tropas Afonsinas a tropas alegres e quentes foliões, até ao Campo da Feira, pouco conhecido como Largo Republica do Brasil. Há, claro, algumas baixas pelo caminho, umas devido ao excesso de calor, outras ao chamamento do agregado familiar.
Em noite de Pinheiro não se ceia o bacalhau com todos, ou quase todos porque a crise veio para ficar, acompanhado por vinho tinto, mas sim uns tradicionais Rojões regados a vinho e outros líquidos com maior ou menor poder de aquecimento, onde a crise não ataca pois não se atreve!
E assim, cantando e rindo, perdão tocando e rindo, o povo vai em romaria mostrar que somos muitos na mesma direcção (poderá haver raras vezes uns erros de percurso) tocando caixa e bombo em árdua luta pra rebentar peles (dos instrumentos e das mãos) pois as feridas são as melhores recordações da guerra, e quando se bebe, as únicas, unidas por algo que não conseguem explicar, nem eu apesar do esforço...

Tiago Bragança Borges

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