sábado, 9 de maio de 2009

Clandestino



A noite vinha fria
negras sombras a rondavam
era meia-noite
e o meu amor tardava

a nossa casa
a nossa vida
foi de novo revirada
à meia noite
o meu amor não estava

ai eu não sei onde ele está
se à nossa casa voltará
foi esse o nosso compromisso

e acaso nos tocar o azar
o combinado é não esperar
que o nosso amor é clandestino

com um bebe escondida
quis la eu saber esperei
era meia-noite
e o meu amor tardava
e arranhada pelas silvas
sei lá eu que desejei
não voltar nunca
a mais outra casa
e quando ele por fim chegou,
trazia as flores que apanhou,
e um brinquedo pró menino

e quando a guarda apontou
fui eu quem o abraçou,
que o nosso amor é clandestino.

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